Os médicos, o trabalho e a felicidade.

Destaque Pirulito

 

 

Em leitura recente, descobri o óbvio sobre trabalho e felicidade: quanto mais feliz você é, melhor você trabalha. Apesar de a descoberta não ser nenhuma surpresa, o exemplo apresentado na leitura chamou a minha atenção. Já explico:

Foi realizado um estudo (isso mesmo, um estudo científico sério e validado), comparando o desempenho de dois grupos de médicos experientes e conceituados, em um jogo de diagnósticos. No jogo, eram apresentados grupos de sinais e sintomas aos participantes e ganhava quem conseguisse chegar ao diagnóstico correto mais rápido, sem erros. Para um dos grupos, foi dado um estímulo que despertasse felicidade e bem estar, para o outro, não.

O resultado? Os médicos que receberam o estímulo, conseguiram uma maior média de acertos em menos tempo que os do outro grupo. Nenhuma surpresa até aqui, porém um pequeno detalhe no estudo me chamou atenção. O estímulo dado foi a promessa de que todos receberiam doces após o jogo. Isso mesmo, só promessa, até para que a glicose liberada não criasse um viés na pesquisa.

Você percebe a importância disso? Apenas a promessa de uma recompensa simples, como um pedaço de torta ou uma bala, fez com que os médicos acertassem o diagnóstico bem mais rápido. Imagina o que poderia ser feito com condições de trabalho dignas, segurança, horários minimamente humanos, remuneração justa e um pouco de educação e respeito?

Sabe o que significa acertar um diagnóstico mais rápido? Menor custo, maior chance de cura, menor tempo de internamento, menor taxa de mortalidade, menos sequelas e o mais importante: menos sofrimento. Sabe quanto isso precisa custar? Um pirulito, talvez.

 

 

 

 

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